Budapeste, a jóia do Leste Europeu

Budapeste, capital da Hungria, é uma das cidades mais bonitas que já visitei. Realmente essa cidade conquistou meu coração. É simplesmente fantástica e todos deveriam conhecer um lugar como esse, cheio de beleza, história, pessoas simpáticas, museus e monumentos que nos dão um choque de realidade quanto ao nível de maldade que o ser humano pode alcançar.

Budapeste vista do mirante do Bastião dos Pescadores

Já escrevi sobre Onde comer em Budapeste, falei sobre O que ver na Colina do Castelo de Budapeste e também contei sobre o famoso Café New York, considerada a cafeteria mais bonita do mundo. Então me dei conta que não falei especificamente sobre essa cidade incrível. Portanto, vou contar o pouco que sei sobre ela nesse post. Se você souber algo mais sobre Budapeste, compartilhe com a gente nos comentários.

Museu Etnográfico (Néprajzi Múzeum) de Budapeste

Um pouco sobre Budapeste 

É importante dizer que essa cidade é repleta de história e que antigamente eram três cidades e não uma. Isso mesmo, havia a cidade chamada Buda, em uma das margens do rio Danúbio, antiga capital do país. Na outra margem ficava a cidade chamada Peste e havia ainda Ôbuda, uma pequena cidade histórica fundada pelos romanos com nome de Aquincum. As três foram unificadas em 1873 e passaram a ser a chamada de Budapeste, capital da Hungria, que atualmente é a sexta maior cidade da União Europeia.

Eu, de costas com as mãos no chapéu, dentro de uma das 7 torres do Bastião dos Pescadores olhando para a Igreja de Matias em Budapeste.
Eu, dentro de uma das 7 torres do Bastião dos Pescadores olhando para a Igreja de Matias

Ainda hoje as pessoas se referem aos dois lados da cidade como Buda e Peste. Sendo que o lado Buda é mais histórico, residencial e montanhoso, nele que fica a Colina do Castelo. Enquanto o lado Peste é onde fica o atual centro da cidade, mais comercial, moderno e plano. Atualmente Ôbuda faz parte do Distrito III da cidade.

Vale ressaltar que na Segunda Guerra Mundial a cidade sofreu muito com a ocupação nazista e com a batalha conhecida como “O Cerco a Budapeste”, na virada de 1944 para 1945, onde foi extremamente danificada. A maioria dos prédios e pontes que vemos hoje na cidade foram reconstruídos anos após os bombardeios. 

Memorial dos Sapatos em Budapeste

Moeda em Budapeste

Apesar de fazer parte da Comunidade Europeia, a moeda na Hungria não é o euro, é o Florim húngaro (Forint), representado pelo código HUF e pelo símbolo Ft. Portanto, verifique a taxa de câmbio antes de você viajar para Budapeste, caso prefira viajar com dinheiro em espécie, sugiro que troque seu real por euro no Brasil e deixe para trocar o euro por florim quando estiver na Hungria. 

Hoje, 21/04/2022 a taxa de cambio está:

1 Ft = R$ 0,0135 = 0,0027 €

Meio confuso né? Então, o Real brasileiro vale mais que o Florim Húngaro, portanto é melhor fazermos a conversão com valores maiores para facilitar o entendimento.

1000 Ft = R$13,55 = 2,70 € ou, se preferir, 1 real brasileiro vale hoje 73,83 Ft.

Frente e verso da cédula de 1000 Forints Húngaros, moeda oficial da Hungria.
Cédula de 100 Forints Húngaros

Transporte em Budapeste

Budapeste tem um excelente sistema de transporte público, que inclui ônibus, tram (bonde), metrô, trólebus e trem.

A primeira coisa que sugiro ao chegar em Budapeste é que você vá em alguma estação, num guichê da BKK (Budapesti Közlekedési Központ), empresa responsável pelo transporte, e compre seu bilhete para a quantidade de dias que for passar na cidade. Há opção de comprar pelo app deles também. 

Além disso, existe a opção do Budapest Card que além de passe livre no transporte público, oferece gratuidade em vários atrativos da cidade pelos períodos de 24 horas, 48 horas e 72 horas.

Tram (Bonde) na Ponte da Liberdade em Budapeste

Porém, nós optamos pelo método mais econômico que era o bilhete da BKK. Pelo que vi, também há opções de bilhetes simples, de 24 horas, de 72 horas e semanal, nós compramos o bilhete semanal e pagamos 4.950 Ft (R$72,52) cada. Durante os 7 dias que estivemos na cidade não tivemos problemas com transporte, somente pagamos à parte os bilhetes do funicular e do ônibus no trajeto do centro da cidade ao aeroporto.

Algo que me chamou a atenção foi o metrô, é bem mais profundo que os das outras cidades que já fui. As escadas rolantes são mais íngremes e longas, achei interessante.

Escadas rolantes nas Estações de Metrôs de Budapeste

Fora isso, a cidade não tem serviço de Uber, mas tem o Taxify que é similar. Também oferece serviços de Táxi, porém é uma opção mais cara e não recomendo. Nós utilizamos o táxi para irmos do Aeroporto ao hotel, no centro da cidade, mas somente porque já era de madrugada. Na volta, fomos de ônibus numa boa. 

Idioma em Budapeste

Considerado um dos idiomas mais difíceis de se aprender, o húngaro é o idioma oficial da Hungria, esse idioma também é chamado de magyar (ou magiar). Dizem que o idioma que mais se assemelha ao húngaro é o finlandês, mas há controvérsias.

O alfabeto húngaro tem 44 letras e dessas, 14 são vogais. Achei bem interessante as junções de letras que formam outra nova letra. Isso mesmo, algumas são compostas por 2 ou até 3 caracteres, por exemplo: “Cs”, “Dzs”, “Gy”, “Sz”, e “Zs”, entre outras. Sim, cada uma dessas é considerada somente uma letra no alfabeto húngaro.

Placas na Colina do Castelo em Budapeste

Além disso, os sons das letras também são diferentes do que estamos acostumados: a letra “A” tem som de “O”, a letra “S” tem som de “Sh”, a letra “Zs” tem som de “J” e por aí vai. Mas, nao se preocupe, afinal muitas pessoas falam inglês em Budapeste e, principalmente nos pontos turísticos você vai encontrar placas informativas com os dois idiomas, assim como. nos restaurantes.

Admiração pela Sissi

Isabel da Baviera (Elisabeth em alemão, Erzsébet em húngaro), mais conhecida pelo apelido Sissi se casou aos 16 anos com o imperador Francisco José I (Franz Joseph I, em alemão) e foi imperatriz da Áustria por 44 anos até ser assassinada em 1898. Ela também se tornou Rainha Consorte da Hungria e teve papel fundamental na criação da monarquia Áustro-Húngara. Além disso, desenvolveu uma relação intensa e emocional com a Hungria.

Ponte Elizabeth, uma homenagem à rainha Sissi

Por isso, ela ainda é muito querida em Budapeste e há alguns monumentos em homenagem a ela pela cidade, como por exemplo a famosa Ponte Elisabeth, e no lado Buda há um busto da Sissi dentro da Igreja de Matias, onde ela foi coroada rainha da Hungria e há ainda uma grande estátua da imperatriz próxima ao Monte Gellert.

Budapest Eye – Praça Elizabeth (Erzsébet em húngaro)

Já no lado Peste tem a famosa Praça Elizabeth onde fica a enorme roda gigante com vista panorâmica e na entrada para o bairro judeu vi essa bela escultura.

Estátua em homenagem à rainha Sissi em Budapeste

Bares de Ruinas

São prédios que estão em ruinas, abandonados desde a Segunda Guerra Mundial, mas que atualmente são utilizados como pubs e casas noturnas. 

Pelo que soube, a prefeitura com o intuito de reativar esse bairro que durante o dia fica praticamente vazio, oferece imóveis por baixos preços. Algumas pessoas aproveitam essa oportunidade para abrirem seus bares e pubs, também disseram que uma das exigências é que não modifiquem a estrutura. 

Portanto, durante as noites esse bairro fica bem movimento e com vários bares de ruinas, nós somente fomos em dois, mas existem vários outros.

Zimpla, bar de ruína em Budapeste

 Szimpla Kert 

Bar de ruína mais famoso, amplo e com áreas bem alternativas, a maioria dos espaços e peças antigas são reaproveitados ali, por exemplo algumas banheiras foram cortadas e servem de banco. 

Instant Ruin Pub

Esse já me pareceu mais uma casa noturna, moderno e de certa forma, organizado. Enorme também, com vários ambientes e estilos de músicas diferentes. Havia um segurança na entrada conferindo nossos documentos e também o certificado de vacinação do COVID. 

Instant, bar de ruína em Budapeste

Cidade das Termas 

Budapeste é muito conhecida pelas famosas Termas Naturais, a cidade é privilegiada nesse quesito. Por dia, são mais de 70 milhões de litros de águas que chegam à superfície. Tem vários banhos termais pela cidade, cada um com seu estilo, mas todos com grandes e belas construções.

Além de ser uma delícia passar um tempo nessas piscinas, as águas termais são benéficas para a saúde, muitos húngaros passam horas nelas por recomendações médicas, achei interessante que as pessoas que tem essas receitas recebem um desconto em todos os banhos termais.

Termas Szechenyi em Budapeste

Se bem que já há preços diferenciados para quem vive em Budapeste, pois há a opção de pagar anuidade e sai bem mais em conta.

Nós passamos uma tarde no belíssimo Termas Szechenyi, foi uma experiência incrível. Recomendo!

Gastronomia em Budapeste

A gastronomia na cidade me surpreendeu positivamente. Eu só conhecia o famoso Goulash (Gulyás em húngaro), que é um guisado de carne com bastante páprica. Aliás, esse é um ingrediente que não falta nos pratos húngaros, inclusive o país é um dos principais produtores dessa especiaria e é comum vermos uma enorme variedade de páprica em mercados e lojas da cidade. 

Quatro fotos de lojas diferentes em Budapeste com várias embalagens de  páprica típicas da Hungria.
Pápricas em lojas e mercados de Budapeste

Além dos vários restaurantes para todos os gostos e todos os bolsos, em Budapeste é muito comum a comida de rua. Em quase todos os lugares há barraquinhas, quiosques e feiras com várias delícias salgadas e doces. O que mais gostei foi o lángos, uma espécie de pão frito com várias opções de recheios, sendo que o tradicional é o com recheio de sour cream e queijo ralado.

Lángos

Outra comida de rua saborosa é o Kürtőskalács. Um doce, feito com massa em forma cilíndrica que é assada e tem várias opções de recheios. Comi a recheada com sorvete, uma delícia. 

Em relação às bebidas, por lá encontramos de tudo, mas principalmente a limonada, o vinho, a cerveja e a Pálinka, bebida típica da Hungria. A Pálinka é uma espécie de aguardente feita a partir de frutas típicas da região, criada na Idade Média.

Há também o Unicum, um licor típico da Hungria. Achei um pouco amargo e bem forte, mas a garrafa é bonita e não resisti, comprei uma pequena de recordação. Ele é feito com mais de 40 ervas e é envelhecido em barris de carvalho, produzido desde 1790 pela empresa Zwack. É bem comum ver propagandas desse licor em bares, assim como em lojas de souvenirs.

Unicum, licor típico da Hungria

Curiosidades sobre Budapeste e a Hungria

  • Budapeste tem o terceiro maior prédio parlamentar do mundo;
  • A linha 1 do metrô de Budapeste é o segundo mais antigo da Europa, inaugurado em 1896;
  • Atravessar fora da faixa gera multa;
  • A Hungria tem um enorme número de spas e Budapeste tem mais águas termais que qualquer outra cidade do mundo;  
  • Existe uma lei que estabelece que a altura máxima dos prédios em Budapeste seja de 96 metros. Inclusive, essa é a altura do Parlamento e da Basílica de São Estevão; 
  • A maior sinagoga da Europa fica em Budapeste;
  • Harry Houdini, o famoso ilusionista nasceu em Budapeste, na cidade existe um museu em sua homenagem;
  • A maioria dos edifícios da cidade foram construídos no século XIX, quando o governo exigia que 20% dos orçamentos fossem destinados às fachadas. Por isso os arquitetos húngaros criaram belas construções;
  • Não é de bom tom brindar em Budapeste. Dizem que os húngaros aboliram essa tradição desde que foram derrotados pelos Habsburgos na revolução de 1848. Na ocasião os austríacos celebraram a vitória e brindavam à cada execução de um general húngaro. (Não achei comprovação disto, mas acho válido evitar os brindes por lá);
  • Na Basílica de São Estevão está a mão mumificada do Rei Estevão I, primeiro rei húngaro que faleceu no ano 38 e foi canonizado em 1083 pelo Papa Gregório VII;
  • A caneta esferográfica foi inventada pelo húngaro László Biró na década de 30;
  • Ernó Rubik, inventor do famoso Cubo Mágico, é húngaro, nascido em Budapeste;
  • Na Hungria os nomes são regulados por lei. Isso mesmo, há uma grande lista de nomes permitidos e, se os pais quiserem algum nome que não esteja nessa lista devem solicitar ao governo húngaro a permissão para registrar a criança.

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