Descobrindo os encantos da Ilha de Capri!

Pensa num pedacinho do paraíso! Isso mesmo, essa foi a sensação que tive ao conhecer Capri. Tá certo que posso exagerar um pouco por ser um lugar em que há muito eu sonhava conhecer, mas não é só isso, a ilha é linda e me senti no paraíso mesmo, daqueles lugares em que a gente pensa que Deus caprichou, ouso dizer que ele estava no auge da inspiração!

Fomos à Capri no início de outubro de 2018, quando o outono chegava meio tímido e ainda sentíamos de longe o perfume da primavera. Clima perfeito que nos permitiu belas caminhadas, passeio de barco e ainda nos aventuramos no teleférico que leva de Anacapri ao Monte Solaro, de onde se tem uma vista maravilhosa, com a ilha inteira aos nossos pés e o Vesúvio à nossa frente.
Agora vamos aos detalhes dessa aventura que tem muita dica legal para quem pretende conhecer Capri!

Ilha de Capri e Anacapri (Indo por Nápoles)

Acessos e estacionamentos

O acesso à Ilha de Capri se faz por barcos e balsas, normalmente os únicos veículos com permissão de circular na ilha são de taxistas e moradores, entre novembro e abril costumam permitir desembarque de alguns veículos, contudo nessa época de baixa temporada e frio, não vejo tanto sentido ir para a Ilha, até mesmo porque a maioria dos estabelecimentos estarão fechados. Portanto, se você alugou um carro, o melhor à fazer é deixá-lo em algum estacionamento seguro. No nosso caso, deixamos no estacionamento Parcheggio Buono no Porto Molo Beverello de onde pegamos o Aliscafi (barco considerado mais rápido). Lembrando que em Nápoles tem dois portos, Molo Bevorello e Calata Porta di Massa, desse segundo saem as balsas que são um pouco mais lentas e mais baratas. Não fomos de balsa porque o Rafa não fica muito à vontade em alto mar e para ele, quanto menos tempo em um barco, melhor! 

O ideal é verificar os horários de saída dos barcos e da balsa um dia antes, porque dependendo do tempo, se o mar estiver muito agitado, podem cancelar algumas das saídas. Quanto ao valor, em 07/10/18 pagamos 22,80 € por pessoa. Você pode verificar os valores e horários atuais dos dois portos clicando aqui: https://www.capri.com/pt/horario-balsas (Inclusive se você pretende ir à Capri saindo de outra cidade da Costa Amalfitana, esse site também tem as informações atualizadas).

Voltando ao estacionamento, o valor para deixarmos o carro por 3 dias e 2 noites foi 40 €, pagamos com cartão de débito ao deixar o veículo e eles nos deram um comprovante bem pequeno, tipo cupom fiscal, portanto, guarde muito bem e cuidado para não confundir com nota fiscal de loja ou restaurante e jogar fora por engano, você vai precisar dele para retirar o veículo. No site deles não costuma ter muitas informações  atualizadas, mas tem os dados para contato, caso queiram tirar alguma dúvida: http://www.parcheggiobeverello.com/home.htm

Chegada em Capri e hospedagem

A viagem de barco foi tranquila, levamos pouco menos de 50 minutos para chegar em Capri e chegamos por volta de 12h20. Como queríamos ficar em Anacapri – segunda cidade da ilha que fica na parte superior, com apenas 3 km de distância de Capri – fizemos reserva através do Airbnb em uma pousada que incluía o traslado, dessa forma, quando chegamos havia um motorista super simpático nos esperando. O valor da diária para nós dois foi 75 €, mais a taxa de serviço de 22,51 €, totalizando 172,51 € as duas noites.

A subida é muito bonita, cheia de curvas, eu estava tão maravilhada com o trajeto que nem consegui fotografar nesse momento. Em relação a fotos, isso é bem raro de acontecer, amo fotografar tudooo!!! 

Sobre nossa hospedagem, reservamos com a anfitriã Colomba e a Pousada Carmencita superou nossas expectativas, super aconchegante, limpa, bem localizada, as pessoas que nos atenderam são muito simpáticas e prestativas, nos deram dicas de passeios e nos situaram quanto ao que havia perto do local. Eles tem uma grande área de lazer com piscina e jacuzzi que parecem ser muito boas, mas não chegamos a utilizar porque o espaço não estava disponível, nos disseram que a pousada costuma fechar à partir da segunda quinzena de outubro e já estavam se preparando para isso. Vimos que tem como reservar com eles em outros sites também, mas pelo Airbnb saiu muito mais em conta. Super indico e já quero voltar!

Passeando por Anacapri

A ansiedade era tanta que só deu tempo de deixar as coisas no quarto, ouvir as dicas e sair para explorar tudo… Paramos para almoçar no centro de Anacapri, onde tem alguns bares, lojas e restaurantes, saboreei uma das melhores lasanhas que já comi na vida! Mas, sobre gastronomia falaremos daqui a pouco.

Após o almoço passeamos pelo local, que mais parece uma vila, tão linda e rica em detalhes, com caminhos de flores coloridas, praticamente todas as casas e lojas são brancas e quase sempre vemos a imensidão do mar azul que nos cerca. Uma coisa que nos chamou atenção foram os perfumes que sentíamos nas ruas e não sabíamos de onde vinham até que soubemos que, além das fábricas de perfumes que estão instaladas na ilha, é hábito das moradoras colocarem vasos de barros nas janelas com plantas aromáticas. Encantador!

Para quem deseja fazer compras, tem várias lojas de roupas, bolsas, souvenirs, produtos artesanais e típicos do local, bem como o famoso Limoncello, que é o licor de limão para se degustar gelado, produzido especialmente nessa região da Itália.  O limão de Capri foi premiado com o título IGP – “Indicazione Geografica Protetta”, podendo ser cultivado apenas em Capri e na Península Sorrentina, com isso a população valoriza muito os limões e vendem diversos tipos de produtos feitos com eles, inclusive sabonetes, temperos e óleos. Mas, se preparem porque as coisas em Capri não são nada baratas, para se ter um exemplo, um simples souvenir daqueles copinhos de shot (Rafa e eu adoramos e fazemos coleção), custava entre 5 € e 10 €, dependendo do modelo. Sendo que na maioria das outras cidades da Itália encontramos por 2 €, 3 €. Uma bolsa de praia super linda, em estilo marinheiro que nos ofereceram no barco por 5 €, em Anacapri estava por 40 €. Sem mencionar as lojas de grife, que são uma ótima pedida para quem pode e está disposto a gastar, pois as mais caras do mundo estão em Capri, muito luxo  minha gente!

Um dos lugares mais bonitos que vimos fica logo após o Museo San Michele. Seguindo pela Via Capodimonte, que por si só é um belíssimo trajeto, se encontra a antiga porta de entrada medieval da cidade, que se estende pela Scala Fenicia. Dizem que a escadaria foi construída pelos primeiros colonizadores gregos e até 1877 era a única forma de ligação entre a Marina Grande e Anacapri. Nesse ponto temos a uma vista deslumbrante e panorâmica de Capri, voltada para o Golfo de Nápoles. É indescritível tamanha beleza!

Porta que antigamente separava os territórios de Capri e Anacapri, ao topo da Scala Fenicia.

O Teleférico

Única foto que comprova que andei de teleférico, péssima qualidade, mas deem um desconto, Rafa tremia muito nesse momento e era só o início da subida!

Após voltarmos da Via Capodimonte, resolvemos ir de Teleférico para o Monte Solaro, que fica a 589 metros acima do nível do mar. Não sei onde estávamos com a cabeça, duas pessoas com medo de altura indo para o ponto mais alto da ilha em cadeirinhas individuais suspensas por um cabo de aço! Mas, como meu lema é “Se joga!”, me joguei nessa aventura! 

Eu já havia andado de teleférico antes, mas faz anos e eu nem tinha tanto medo de altura como tenho hoje. Idade é fogo! Fato é que me tremi toda, estava tão atrapalhada que ao invés de filmar, acabei fazendo live no Instagram e pagando o maior mico, a sorte que uma amiga começou a interagir comigo e diminuiu um pouco a tensão (Jaque, obrigada Diva!). Já o Rafa, isch! Pensei que tivesse dado um treco, quando descemos do teleférico, a única coisa que ele conseguia pensar era em como voltar à pé e foi logo se informando sobre o caminho. Eu só sabia rir, não sei se de nervoso ou de felicidade por ainda estar viva. Sim, eu praticamente beijei o chão quando desci daquela cadeira, agradecendo a Deus por isso!

Infelizmente, estava muito nublado neste final de tarde e não tivemos a visão privilegiada que normalmente se tem no Monte Solaro, mas o lugar é um encanto, tem restaurante, mesinhas, bancos, sofás e balanços espalhados em meio ao jardim e um banheiro super limpo também. Não ficamos muito tempo lá em cima para não corrermos o risco de anoitecer enquanto estivéssemos na trilha que não fazíamos ideia de como seria. No entanto, a descida foi bem tranquila e só levamos 30min, isso porque ainda paramos para tirar fotos e admirar o Vale de Cetrella, determinados lugares pelo caminho mais pareciam pinturas de tão belos. Ah! Tinham cabras pelo caminho, muitas cabras que se misturavam ao branco dos rochedos, eu achei o máximo! Daí entendi o porque da mozzarella (de leite de cabra) ser tão famosinha na ilha.

Resumindo, a experiência foi incrível, eu faria novamente e indico a caminhada na volta porque realmente vale a pena, de preferência, usem tênis ou algo bem confortável, porque apesar de ter lugares mais amplos pelo trajeto, não deixa de ser uma trilha. Soubemos que no vale tem a antiga residência do escritor Compton Mackenzie e o eremitério de Santa Maria a Cetrella, mas não conhecemos porque estava meio tarde e só queríamos descansar um pouco. 

Lugar belíssimo que encontramos no caminho, logo após o Vale de Cetrella

Valor do teleférico: 11 € (ida e volta) – 8 € (só ida) – Grátis para crianças até 7 anos.  Local de partida: Praça Vittoria, Centro de Anacapri.

Meios de transporte na Ilha

Para transitar entre Capri e Anacapri, além dos taxis e veículos de hotéis e pousadas (que cobram um valor menor que os táxis), temos também os ônibus, o funicular e para quem curte caminhada, pode-se fazer o trajeto à pé.

Nós utilizamos o ônibus para descer de Anacapri à Capri, foram 2 € por pessoa e o trajeto durou 15 minutos. Como íamos passear de barco, pegamos o funicular para irmos de Capri ao Porto de Marina Grande. Também custou 2 € por pessoa e o trajeto durou 15 minutos. Funicular (ou Funicolare di Capri) é um bondinho que nos leva do porto à praça principal de Capri, passando por um caminho super bonito entre os limoeiros.  

O acesso à esses transportes é bem simples. No caso do ônibus, tem uma cabine pequena ao lado dos pontos de partida/chegada, onde vendem as passagens, normalmente forma-se uma fila nesses locais para o embarque. Em alta temporada os ônibus partem à cada 15/20 minutos.

Quanto ao Funicular, tem que se atentar na subida para Capri porque a bilheteria do porto  não fica na área de embarque e sim no final do píer de chegada, próximo à bilheteria dos aliscafi. Para descer de Capri ao porto é mais simples, a bilheteria fica próxima ao local de saída do funicular.

Em caso de bagagens grandes é bom se informar na bilheteria, se não me engano, é cobrado um bilhete à mais pelas malas grandes. 

O ônibus leva à diversos pontos da ilha também, mas nós preferimos fazer esses passeios pelo mar.

No dia que fomos embora, pagamos 15 € para que o motorista da pousada nos levasse diretamente ao porto de Marina Grande. Esse valor para nós dois e nossas malas.

Passeio de barco

Existem várias companhias e agências oferecendo diversos passeios de barco pela Ilha. Nós estávamos tentados ao passeio privado para ficarmos mais à vontade e fazer nosso próprio roteiro, contudo o valor estava bem salgado. Seriam 180 € para nós dois, por 2 horas, com água liberada. Contudo, a recepcionista do hotel nos indicou a companhia  Laser Capri, (www.lasercapri.it) que, segundo ela, não superlotava os barcos e parava em todos os pontos que nós dissemos querer conhecer. Seguimos sua sugestão e ela mesma fez a reserva pra gente. Entre os tours que disponibilizavam, escolhemos o “Giro dell’isola completo con sosta alla Grotta Azzurra”, com duração de 1h45 dando a volta na ilha e parando em alguns pontos. Custou 18 € para cada e pagamos à parte mais 14 € cada para entrarmos na Gruta Azul, que detalharei mais à frente.

O passeio foi incrível! Curtimos muito as paisagens e as cores do mar Tirreno, passamos por vários lugares interessantes, como o Scugnizzo di Capri, uma estátua de um garoto alegre e sorridente acenando para quem por ali passar. 

Scugnizzo di Capri

Vimos o famoso Salto de Tibério, um enorme penhasco de onde, supostamente, o Imperador romano Tibério mandava arremessar ao mar os condenados e inimigos, mas há controvérsias sobre esse fato que acabou virando lenda. Como “cada conto aumenta um ponto” também dizem que ele mandava atirar as mulheres quando deixava de gostar delas, como brincou o capitão do barco: “É o clássico divórcio italiano, rápido e econômico, sem necessidade de advogado!” 

Salto de Tibério visto pela lateral

Continuando o passeio temos a Grotta Bianca, que ganhou esse nome pelo branco incrível de suas rochas, a gruta se formou devido aos deslizamentos e à ação erosiva das ondas ao longo do tempo. A natureza é realmente maravilhosa!

Grotta Bianca

Em seguida vimos o Arco Naturale, uma formação rochosa paleolítica que devido aos processos geológicos adquiriu uma forma arqueada. Dizem que a vista da parte superior, pelas trilhas, é ainda mais linda do que a que tivemos pelo mar, mas não tivemos tempo de conhecer.

Arco Naturale

Avistamos também a Villa Malaparte, importante obra da ilha, com uma arquitetura toda especial, em tom vermelho escuro que se destaca em meio à natureza ao seu redor. Construída à pedido do escritor e poeta italiano Curzio Malaparte que, dizem ter se encantado pelo local e idealizado a casa de acordo com sua personalidade. Vi alguns vídeos dessa casa filmada do alto que mostram a escadaria feita no lugar de uma das paredes e leva ao terraço, realmente um espetáculo! A casa ficou famosa por ter sido cenário do filme O Desprezo em 1963, interpretado por Brigitte Bardot. 

E finalmente chegamos ao local que eu tanto sonhava: I Faraglioni! Pensa numa criança feliz e realizada! Assim que fiquei ao chegar ali, eu sempre me imaginava passando pelo arco do Faro di Mezzo e a realidade foi infinitamente melhor que minha imaginação. 

Considerados “Os guardiões de Capri”, os icônicos Faraglionis são três enormes picos de rochas que emergem do mar próximos à costa. Cada um desses gigantes do mar tem nome próprio: o primeiro, se chama Stella e ainda está unido à terra, o segundo se chama Faraglioni di Mezzo, é o mais queridinho de todos por ter uma abertura central onde passam os barcos e está separado do primeiro por um pedaço do mar, o terceiro é o Faraglioni di Fuori (também conhecido como Scopolo), está mais distante da linha da costa e é o único lugar do mundo onde se encontra a Lagarta Azul dos Faraglioni (Podarcis sicula coerulea), dizem que ela tem esta cor para se camuflar com o céu e o mar. Nós não conseguimos ver nenhuma, vimos somente as belas gaivotas sobrevoando os três picos que tem em média 100 metros de altura. Verdadeiro cartão postal de Capri!

Faraglioni di Mezzo e Faraglioni di Fuori

O arco natural que se abre no Faraglioni di Mezzo é conhecido como Arco dell’amore e diz a lenda que os apaixonados que o atravessarem se beijando garantirão o amor eterno. Se é verdade, não sei, mas é bem romântico e nós fizemos… e foi lindo! 

Logo em seguida avistamos o luxuoso Hotel Punta Tragara, obviamente com hospedagem super cara, mas nos disseram que devido à localização privilegiada é aberto à visitação. Próximo ficam as casas dos famosos Georgio Armani e da Sophia Loren que, segundo o capitão, foi uma das responsáveis por tornar Capri tão conhecida.

Hotel Punta Tragara

Na continuação, ao sul da ilha temos a Baía de Marina Piccola. Cercada por íngremes rochas que formam um paredão de proteção à baía, o que torna o local mais quente e com pouco vento, fazendo com que se possa aproveitar suas praias em quase todas as épocas do ano.

Baía de Marina Piccola

Paramos um pouco na Grotta Verde que é belíssima e da vontade de ficar ali admirando a cor da água verde esmeralda por horas. Que perfeição! A gruta tem duas entradas e é possível atravessá-la nadando.

Grotta Verde

Passamos também pelo Faro di Punta Carena, esse farol está ativo desde 1867 e está entre os maiores da Itáila, considerado o segundo em capacidade de iluminação, perdendo somente para o de Gênova. Está a cerca de 73m sobre o nível do mar e possui o alcance de 25 milhas náuticas, aproximadamente 46km.

Faro di Punta Carena

A última parada foi na Grotta Azzurra, a atração mais famosa do passeio.  Precisamos aguardar um pouco para entrar porque havia uma “fila” de barcos aguardando. Como parecia que demoraria, o capitão retornou ao Porto para deixar as pessoas que não entrariam na gruta. O bom disso foi que estendemos mais nosso passeio! Ao voltarmos já estava com menos movimento e finalmente conseguimos passar para o barquinho a remo, com no máximo quatro pessoas, conduzido por um marinheiro que tem experiência no local. 

Essa troca de barcos se dá pela entrada da gruta ser muito estreia, com apenas um metro de altura, por isso os barcos maiores devem ficar à certa distância. 

Super valeu a pena a espera! Confesso que eu não estava com grandes expectativas, no início era só escuridão mas, ao adentrarmos a gruta, minha reação, como a da maioria das pessoas nos outros barcos, foi de êxtase total. Inacreditável tamanha beleza! Sério! Sem dúvida é um lugar abençoado por Deus, a água num azul iluminado por reflexos prateados, quase fluorescente, realmente dava a sensação de estarmos flutuando no céu. O ambiente ficava ainda mais incrível porque as paredes ecoavam as canções napolitanas que os marinheiros entoavam lindamente, o que me trouxe uma paz enorme. Tive até vontade de chorar, mas acho que a adrenalina impediu. Até o Rafa que não costuma se empolgar tanto quanto eu ficou boquiaberto lá dentro e só sabia repetir: “Uau! Que lindo! Que lindo!”.

Grotta Azzurra

Se eu soubesse nadar teria me jogado naquela água, como não sei, me contive em colocar as mãos para sentir se era real. É, eu sou dessas! 

Dentre todas as explicações que li sobre o tom de azul iluminado dentro da gruta, a que mais se assemelha ao que os marinheiros de lá nos contaram é a seguinte: 

A cor azul da gruta vêm da luz do sol que entra através de uma janela submarina que se abre exatamente embaixo da porta de entrada. Graças a essa abertura a luz absorve o vermelho e deixa passar o azul. Já os reflexos prateados dependem de um segundo fenômeno que depende dos objetos imersos: as bolhas de ar que chegam a superfície externa desses objetos tem um índice de refração diferente daquele da água, permitindo que a luz reflita.”  Fonte: https://www.capri.com/pt/s/a-gruta-azul

Nesse site você também encontra mais informações sobre a gruta, com formas de acesso, horários de funcionamento e valores.

Foi uma experiência fantástica, quem tiver a oportunidade de conhecer, não perca tempo. Se joga! 

Gastronomia

Não havíamos pesquisado sobre restaurantes no local e como estávamos com fome, paramos no  primeiro que nos chamou a atenção. Bar e Restaurante Due Pini que fica na Piazza Vittoria. O ambiente é agradável, tínhamos uma vista bonita do centro histórico de Anacapri e fomos bem atendidos. Ah! Os banheiros que disponibilizam aos clientes estava bem limpo. Vamos ao pedido… Eu saboreei uma Lasagna, que estava deliciosa, suculenta e posso dizer que foi uma das melhores que já experimentei até hoje. O Rafa pediu uma pizza margueritha, que segundo ele, estava ok, mas não se comparava com as que experimentamos em Nápoles. Tomamos 3 chops e um Capuccino gelado com chantilly. Não lembrei de fotografar a nota fiscal para especificar os valores de cada pedido, mas sei que o valor total do nosso almoço ficou em 42 €.

No final da tarde paramos em um barzinho, também na praça principal de Anacapri, com mesas na calçada e ótimo atendimento. Rafa tomou dois chops e eu pedi um drink mais leve e doce, que estava caprichado, para acompanhar nos serviram batatinhas chips e amendoins torrados. Total: 24 €.

A noite saímos para jantar, também sem indicação, fomos ao restaurante próximo à pousada que mais nos agradou, La Tablita. Super aconchegante e com um belo atendimento. 

Antes de mencionar os pratos, objetivo principal desse tópico, uma curiosidade: Por conta dos famosos limões de Capri que falei anteriormente, alguns restaurantes usam os limoeiros nas decorações de seus espaços, o que traz um charme todo especial ao local, principalmente se estiver na época do fruto, sem contar o aroma super gostosinho que fica no ar. Esse restaurante que fomos estava assim!

Voltando ao que interessa… Após fazermos o pedido, nos trouxeram de entrada um aperitivo delicioso de pãezinhos com tomates cerejas, berinjelas e queijos (mesmo que não peçam, eles trazem, é uma delicadeza do restaurante que normalmente não é cobrada). Eu pedi Tagliolino Limone (16 €), macarrão tagliolini com camarões frescos e um molho de limão super cremoso, estava estupendo! O Rafa pediu Gnocchi Alla Sorrentina (12 €), nhoque com mozzarella e molho de tomate, que segundo ele estava delicioso, e claro, eu provei. Realmente muito saboroso!

Para acompanhar, nos deliciamos com um vinho Brancifort Siciliano (24 €) e água mineral com gás (3 €).

Cabe lembrar que na Itália, os bares e restaurantes costumam cobrar o tal “Coperto”, que eu entendo como uma taxa referente à utilização do ambiente, do espaço de uma forma geral, incluindo o uso dos talheres, guardanapos e às vezes até o pão que servem de acompanhamento. Pelo que pude perceber, essa taxa varia dependendo do nível dos restaurantes e também entre as cidades, sendo que os valores mais altos são cobrados nas zonas mais turísticas. O correto é que o valor do corperto esteja mencionado no menu, mas eu não vi isso em todos os restaurantes que fomos. Em alguns casos se tem dois menus, um para quem fica no balcão (sem o valor do coperto) e outro para quem se senta à mesa (incluindo o valor do coperto).

A origem do coberto se deu na idade média, quando as pessoas viajavam tinham o hábito de levar a própria alimentação para as pousadas e esses estabelecimentos cobravam uma taxa pelo uso dos espaços de seus restaurantes, incluindo uso de talheres e mesas. 

No segundo dia, tomamos um belo café da manhã na pousada e só tivemos fome após o passeio de barco. Nos deliciamos com as belas pizzas do Ristoranti Al Caprì. Pausa para a vista privilegiada desse restaurante e também para a decoração Caprese, fiquei encantada com o lugar! Tinha uma parede cheia de vinhos, que achei linda! A única coisa que não deixa o lugar ser perfeito é o fato de os banheiros masculino e feminino serem juntos, meio desconfortável, mas nada que tire o charme do local ou que me impeça de voltar. Aliás, só de lembrar já fico com água na boca desejando aquelas pizzas! Rafa pediu uma pizza com queijo parmesão, presunto de parma e manjericão que não lembro o nome, só sei que quando vi não dei nada por ela, mas ao experimentar: Uau! Que perfeição!!! Não consigo explicar aquela maravilha! 

Ristoranti Al Caprì

Eu pedi uma Marinara (Sim, na Itália é uma pizza para cada pessoa!) estava divina, massa fininha e recheio super saboroso, tipicamente italiana. 

A parte ruim desse restaurante é que além de cobrarem 2,5 € de coperto por pessoa, ainda cobram 15% de taxa de serviço sobre o valor total da conta. Ao final pagamos 54 € por duas pizzas e 3 coca-colas, mas como eu disse anteriormente, em Capri as coisas não são baratas. Nesse caso específico, pagamos pela qualidade e também pela localização. O restaurante fica bem no centro de Capri, próximo à praça principal e de onde saem os funiculares e os ônibus.

Após essas pizzas enormes, somente saboreamos um delicioso gelato e aproveitamos para passear por Capri antes de voltarmos para a pousada. Como já havia anoitecido e estávamos exaustos, nem saímos para comer, lanchamos na pousada mesmo e aproveitamos para descansar, já que na manhã seguinte iríamos embora da ilha e o Rafa teria que dirigir até Roma.

Última observação: Nós em nosso momento “gordice”, durante toda a viagem pela Itália, só queríamos saber das massas e acabamos não experimentando a famosa Salada Caprese, que leva esse nome por causa de Capri. Sua origem é principalmente pelas saborosas mozzarellas feitas com leite de cabra (que tem aos montes pela ilha) e pelo tomate e manjericão cultivados de forma especial pelos moradores. Fica a dica para quem curte uma salada!

Eu, extasiada com a vista maravilhosa da Scala Fenicia!


12 thoughts on “Descobrindo os encantos da Ilha de Capri!

    1. Oi lindona! Que bom que gostou, lembrei muito de você lá, principalmente em relação à arquitetura… Cada lugar mais lindo que o outro! Um prazer ter você aqui no blog! ??

  1. Que encanto! Deu água na boca por conhecer cada pedacinho que você descreveu! Sua forma de detalhar tudo é fantástico! Parabéns!!!!!

    1. Coisa boa ler esse comentário! Obrigada! Penso que detalhando assim, quem estiver lendo conseguirá “viajar” um pouco pelo lugar também. Fico feliz que tenha gostado! ☺️?

  2. Amei conhecer este paraíso através de sua experiência. Através de seus relatos, quero ir na ilha de Capri! Na próxima matéria, queremos vídeos!!!!

    1. Capri é linda mesmo, você vai se encantar como nós nos encantamos. Obrigada pelas palavras e pode deixar que já estou trabalhando com a ideia dos vídeos! ☺️?

    1. Bem-vinda Edna! Me alegra muito que tenha gostado da matéria. O bom dos detalhes é que assim você também “viajou” um pouquinho pra lá comigo… realmente Capri é encantadora!??

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